quarta-feira, 28 de março de 2012

Agradecimentos!!


Não posso deixar de dedicar um post para agradecer algumas pessoas, que mesmo não citando os nomes, entenderão o recado!

Eu não teria conseguido chegar até aqui, se não fosse a ajuda de algumas pessoas que foram colocadas “estrategicamente” na minha vida.



Agradeço às varias pessoas que se dedicaram tanto para me ajudar, mesmo não tendo obrigação nenhuma. Eu desejo que o esforço seja recompensado triplamente.

Agradeço a quem sempre apoiou meu sonho, desde quando era apenas um rascunho. E confiou em mim, me fazendo lembrar a minha essência nos dias que eu não tinha esperança.

Aos amigos que não só entenderam que eu não podia sair por que precisava economizar dinheiro, como também me puxavam as orelhas quando viam que estava gastando com besteira.

E também aos amigos que me fizeram entender que mesmo tendo um objetivo, eu não posso deixar de aproveitar os intervalos, pois a vida é isso que está acontecendo enquanto estamos planejando o futuro. E aos amigos que disseram várias vezes: “Não vá, não... Fique aqui”. Sei que a intenção foi boa, e eu volto logo, antes que vocês consigam me esquecer.

Àqueles que me orientaram, aconselharam ou simplesmente me acalmaram, quando eu chegava a alguma encruzilhada. Essa força foi essencial.

Aos que ficaram preocupados, pensando se eu saberia me virar sozinha. 

As pessoas que simplesmente estiveram do meu lado, e talvez nem mesmo façam ideia do que isso significou pra mim.

Principalmente, agradeço a Deus por tê-las colocado na minha vida. Alias tenho muito mais a agradecer à esse cara. Mas com ele eu me resolvo.

Eu não tenho palavras para fazê-los entender a importância que isso teve. Só me resta desejar que dê tudo certo na vida de cada um de vocês. E um dia espero poder fazer algo tão grande para compensar o que têm feito por mim.

terça-feira, 27 de março de 2012

Rotina

O problema na escola foi resolvido. Assim que descemos do elevador hoje cedo, o coordenador nos avisou que havia cometido um engano na hora de montar as turmas, e que agora estamos na turma certa. Nos pediu desculpas, e foi até simpático conosco.
Talvez ele só estivesse num dia ruim ontem, e foi o que bastou pra nos deixar chateadas. Mas isso é pouco para dizer que a escola é ruim, ou fazer propaganda negativa. E ainda é cedo para falar, então vou esperar mais algumas semana pra dar mais detalhes.

Ontem lavamos nossa roupa pela primeira vez aqui. Já estávamos sem roupas de frio, então não teve jeito!!
Até que não tivemos problemas, a não ser pelas meias que deixei cair atras da máquina. Levamos 15 minutos para tirá-las de lá. Mas se alguém nos visse na lavanderia, saberia que somos principiantes. Estávamos bem perdidonas...

Hoje achamos um mercado que tem várias coisas baratas... Compramos uma caixa de morangos, de 1,36kg por 5,00 dólares. Compramos várias coisas saudáveis, mas gostosas. Quero aproveitar que estamos longe de casa, pra tentar fazer uma reeducação alimentar.

Eu vi uma coisa interessante no mercado. Tem alguns caixas rápidos, que não tem atendentes. Você coloca suas comprar na cestinha, e quando termina, passa os produtos que está comprando no leitor do código de barras do caixa, o computador te informa quando deu a compra, você passa o cartão, e vai embora. Ninguém confere se você pagou por tudo que está levando! Bacana mesmo.

Eu já estou ficando entediada aqui. Faz muitos anos que não fico sem trabalhar. Parece que eu estou fazendo alguma coisa errada, ou que está faltando alguma coisa pra preencher minha vida. E pior que agora eu tenho receio de que quando eu volte a trabalhar, demore pra voltar ao ritmo.




domingo, 25 de março de 2012

Dream Come True

Eu ainda lembro da primeira foto que vi do Canadá. A vontade de morar fora ainda era apenas um sonho daqueles bem longe... então eu vi a foto que me fez decidir. E toda vez que eu pensava em Canadá, era essa a imagem que me vinha na cabeça:


Esse também é um dos lugares mais comuns quando você digita "Vancouver" no Google. 

Enfim... Hoje eu realmente senti que o meu sonho está se tornando realidade, quando eu cheguei no Stanley Park. Eu não consegui localizar exatamente onde é o lugar dessa foto (já explico o porquê), mas soube que era lá, assim que cheguei. Foi como um filme passando na minha cabeça. 

Saímos de casa cedo, para ir para esse parque. Nossa ideia era alugar uma bicicleta, e passar o dia por lá. Quando estávamos saindo, nosso Host Dad nos explicou como fazíamos para ir até lá. Chegamos lá, fomos andando, e tirando foto de tudo. É realmente bonito lá. Ligamos para alguns amigos, e combinamos de nos encontrar todos lá. Andamos aproximadamente por uma hora e meia, até que chegamos no centro da cidade. Foi nessa hora que percebemos que tínhamos ido pelo caminho errado. (Hahahaha) Nós andamos pelo lado de fora do parque (que não deixa de ser bacana também).
Nosso amigo chegou no parque mais ou menos nessa hora, então fomos nos falando por telefone, a ideia era que a gente voltasse um pouco, e ele viesse andando até que nos encontrássemos na metade do caminho. Mas ele pegou o lado certo, contornou todinho o parque (8 km) até que a gente finalmente se encontrasse. Era quase 4 horas da tarde. Não dava mais tempo de alugar bicicletas, e estava começando a esfriar, então fizemos um picnic rápido e voltamos pra casa. 







 


DICA PRA QUEM FOR CONHECER NOVOS LUGARES: Leve um guia!!! (Ou pelo menos alguém que conheça o lugar).
Vamos ter que voltar lá de qualquer maneira para conhecer o resto do parque. Tem lugares onde podemos alugar bicicletas, e roller, e não é muito caro. A partir de 15 dólares, podemos ficar o dia inteiro com a bike. Só precisamos deixar o passaporte, para que eles tenham certeza que voltaremos. Mas desse jeito é bom, pois conhecemos tudo. Alias, nós estamos conhecendo tudo mesmo. Agora que estamos nos familiarizando com o lugar, fica mais fácil, mas ainda sim as vezes nos perdemos. A única desvantagem, é que "desperdiçamos" um tempo com isso, procurando os lugares, na maioria das vezes a pé. 

É tão fácil fazer amizade aqui. Eu não sei se eu estou mais aberta pra esse tipo de coisa, ou se são as pessoas que são mais amigáveis. Hoje a gente viu um rapaz caindo de roller, e como eu estava com a máquina na mão, não perdi tempo e tirei uma foto dele. Falei com os amigos dele, para passar a foto pelo facebook. E assim a gente vai aumentando o circulo de amizades...





Eu esqueci de comentar sobre como funcionam os celulares aqui. Quando estava vindo pra cá, tentei desbloquear o meu celular para trazer. Por mais que seja barato comprar aqui, eu não precisava de um novo. Mas eu simplesmente não consegui fazer isso. Eu ia na loja da Tim, eles me falavam que eu tinha que ligar. Eu ligava, me diziam que eu tinha que ir na loja, e assim sucessivamente, até que perdi a paciência. 
Então quando cheguei aqui, me informei sobre como poderia ter um celular aqui, e como fazer quando voltasse para o Brasil. 
Pelo que as lojas me explicaram, para que eu consiga usar o celular quando eu voltar, preciso comprar um que tenha a tecnologia que possa ser usado no Brasil, não são todos. Portanto, os mais simples acabam saindo mais caro, pois você terá que se desfazer dele quando voltar. 
De qualquer maneira, eu precisarei desbloquear o aparelho, para que ele aceite os chips das operadoras brasileiras. Esse serviço sai em torno de 30 dólares. 

Já expliquei anteriormente como funciona o plano. A operadora que a gente achou mais atrativa foi da FIDO. Nós ganhamos o aparelho de celular, e nos 3 primeiros meses não precisamos pagar a conta de celular. A partir desse período pagaremos 30 dólares por mês, e quando voltarmos, pagaremos apenas a quebra de contrato, e o valor depende de quanto tempo ficaremos aqui. Quanto mais tempo ficarmos, mais barato fica o aparelho.

Outra coisa que esqueci de comentar, foi UMA DICA que a agencia de intercambio nos deu, e que nos ajudou bastante. Chegamos aqui no Canadá as 10 horas, e estávamos ACABADAS, mas seguramos o sono o máximo que conseguimos, e só fomos dormir as 19:00. Então nos dias seguintes não tivemos dificuldade com o fuso horário. Bacana né!

Haiany

sábado, 24 de março de 2012

Adaptação

Nós estamos na fase de descobrimento, e cada vez que descobrimos alguma coisa, ficamos mais encantadas. As coisas são muito práticas aqui, as ruas, as estações de skytrain, os ônibus...

Aqui nós pagamos taxas por tudo. O preço nunca é o que está na prateleira, nós sempre temos que pagar 12% a mais do valor da conta, por tudo, inclusive comidas. Na verdade, no Brasil nós também pagamos impostos, mas já está embutido no valor do produto, então acabamos nem sentindo.

Estamos nos batendo um pouco para nos acostumar com a pontualidade das pessoas aqui. Todos são muito rígidos com horário, então temos que tomar cuidado para não deixar ninguém esperando. Pra fazer uma ideia de como eles são pontuais, hoje quando voltávamos para casa, o nosso ônibus parou, e antes que todos entrassem, ele falou no auto-falante (que eu imagino que exista para esse tipo de situação): "Estamos atrasados, então eu não preciso da passagem, não se preocupem com seu ticket, só entrem no ônibus." Eu imagino que isso não deve ser difícil de acontecer, pois ninguém pareceu ficar assustado.

Agora está começando a esquentar aqui em Vancouver. Talvez ainda tenhamos alguns dias frios, mas podemos literalmente sentir o tempo mudar. Todos com quem conversamos, dizem que nós viemos na melhor época pra cá. Vamos pegar todo o verão, que segundo todos dizem é impressionante. Temos muitas coisas pra conhecer aqui, muita coisa pra fazer, que eu já estou achando 6 meses pouco tempo.

Ontem fomos para uma balada brasileira. É... eu sei que tá meio cedo pra esse tipo de nostalgia, mas uma festa brasileira é sempre boa, né..., estava MUUUUUITTOO legal. Alguns amigos da Itália e Bélgica também foram, e todos se divertiram a beça. Tivemos que voltar cedo, por causa do horário dos ônibus. Mas valeu a pena ter ido. Bateu uma saudade do Brasil.


Sim... nós levamos a bandeira pra balada!

Todos se divertindo, na maneira brasileira de ser.


Por falar em saudade, eu achei que a minha demoraria um pouco mais. Mas hoje foi tenso. Durante o dia todo estava tudo bem, estava rodeada de gente, então nem pensei nisso, mas a hora que cheguei em casa, me deu um desespero. Eu comecei a pensar no que estaria fazendo no Brasil (provavelmente estaria no Country Festival), e o que minha família vai fazer amanhã... Então comecei a contar quanto tempo falta pra eu voltar... Cheguei a ficar arrependida de ter vindo, por alguns segundos. Sinto falta da minha rotina, de falar português, do tempero da minha mãe, sinto tanta falta de café com leite. Dá uma raiva desse fuso horário. A hora que eu poderia estar matando a saudade, está todo mundo dormindo. E a hora que todo mundo poderia falar comigo, eu estou dormindo. E tem esse lance de não trabalhar, não estou acostumada com isso, me sinto inútil. Fico imaginando se eu não tivesse a Pri, seria ainda pior!

Mas família, não se preocupe. Isso faz totalmente parte do processo. Eu já estava preparada pra isso, e isso também passa. É só uma questão de tempo. Assim que eu organizar minha rotina, essa sensação melhora.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Brasil... Meu Brasil Brasileiro

Tenho que dizer que estou orgulhosa do nosso irritante Michel Teló! É verdade que ele ficou famoso no mundo inteiro mesmo. Hoje estávamos conversando com alguns amigos do curso, e todos: Suiços, Bélgicos, franceses, italianos... Conhecem aquela musica que ninguém aguenta mais (Ah, se eu te pego, ai ai se eu te pego)! Dá um orgulho, e a mesmo tempo, uma tristeza saber que é essa a imagem que o Brasil passa para o exterior...

Por falar em Brasil, eu estou começando a gostar mais daí depois de algumas aulas que estamos tendo, nas quais discutimos os problemas dos outros países também. Descobri que todos os países tem várias dificuldades, a diferença é que eles não deixam isso tão evidente. Então decidi que a partir de hoje só vou falar bem do Brasil pra quem me perguntar. Nós temos nossos problemas sim, e não são poucos, mas roupa suja se lava em casa.

Alguns dos nossos sistemas são parecidos com o daqui, como o trânsito por exemplo. Mas aqui as coisas funcionam como foram feitas para funcionar. Sinal amarelo é para parar, não para correr. E desde que chegamos aqui, não vimos congestionamento ainda.
Os pedestres só atravessam a rua quando o sinal está aberto para eles e só na faixa de pedestres, mesmo que a rua esteja deserta. No começo parece meio sem sentido, mas você não sente vontade de fazer as coisas erradas. Por isso, mesmo que Vancouver tenha gente do mundo inteiro, as regras funcionam.



Parece que outra regra daqui é ser simpático. Mas a simpatia parece genuína, não é como quando você entra numa loja só pra dar uma olhada, e as pessoas te recebem com um sorriso enorme, mas quando sai sem comprar nada o sorriso desaparece como mágica. Todos são muito prestativos, e dá a impressão que sentem prazer em ajudar. E então vem aquela vontade de fazer o mesmo por alguém... Por isso funciona tão bem.

Já comentei que aqui tem mais orientais do que canadenses, e não é exagero. Mas eu descobri que chineses, japoneses, coreanos e tailandeses não são "tudo a mesma coisa". Todos têm olhos puxados e têm um inglês praticamente incompreensível. Mas cada povo tem sua peculiaridade. Assim como todos os outros. Isso é legal.

Uma coisa desagradável aqui é o ar condicionado. Quando você entra em qualquer loja, ou casa, ou shopping, você sente calor e tem NECESSIDADE de tirar o casaco, luvas, tocas, então tem que carregar tudo na mão... Quando sai para a rua, tem que colocar TUDO de novo. Isso realmente é um saco!! Mas é melhor isso do que ficar com frio o tempo todo, certo?!

Fomos num Happy Hour hoje, com vários estudantes da nossa escola. Embora tenhamos ficado pouco tempo, estava muito, muito divertido. E isso com certeza isso faz parte da experiência também. Você pega o jeito dos sotaques, se obriga a falar inglês, conhece várias culturas... Essa deve ser a melhor parte do intercâmbio.



Ok. Dica pra quem está vindo: Traga canetas, lápis, borracha, enfim... Material no geral. Quando você chegar aqui, não vai conseguir encontrar uma papelaria tão facilmente. E quando você encontrar, eles vão te cobrar o olho da cara. Paguei 12 dólares em duas canetas, uma borracha e um lápis. Com 12 dólares dá quase pra almoçar dois dias. Não muito bem, mas dá.

Outra dica: Descobrimos um jeito de saber o horário dos ônibus. Você manda uma mensagem gratuitamente para 33333, com o número do ônibus que você precisa pegar (um número amarelo que fica na placa do ponto de ônibus), e eles te respondem com o horário dos próximos ônibus. Isso não é o máximo???

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia 4

Nós perdemos a noção do tempo aqui. Parece que estamos aqui há um mês. Como fazemos bastante coisas durante o dia, eles se tornam loooongos. Mas tudo bem, é preferível assim... Os seis meses vão render.

O diferença de fuso horário, é uma das piores desvantagens de estar aqui. Nós estamos 4 horas "atrasados" em relação ao Brasil. Então quando eu chego em casa, já está tudo mundo dormindo, e durante o dia nós ficamos andando de lá pra cá, então eu quase não consegui falar com minha família ainda. Mas daremos um jeito.

Estamos fazendo muitos amigos aqui. Gente de todos os lugares do mundo, com o mesmo objetivo. Isso faz parte do processo também. E como aqui temos muitos lugares para conhecer, já temos programas para vários finais de semana. 

O tempo não é muito diferente de Curitiba. Quando saímos de manhã, é frio, frio, frio... Durante o dia o tempo esquenta um pouco, mas a noite volta a ficar frio. Eu e a Pri saímos para dar um passeio noturno por Vancouver agora pouco. Mas 4 quadras foi o máximo que conseguimos aguentar, antes de desistir e voltar pra casa. Mas conseguimos tirar algumas fotos...


                                      

É... Só isso mesmo. Prometo que quando estiver mais quente, sairemos pela cidade toda, para tirar fotos a noite.

Nós reparamos que aqui tem muitos deficientes. Vemos muito mais deles aqui do que no Brasil. A infraestrutura para eles não poderia ser melhor. Talvez seja até por isso que a gente veja mais aqui, por que não deve ser difícil sair de casa. Inclusive hoje vimos uma coisa muito atípica (pra não dizer estranha) no ônibus. Um homem cego empurrando um cadeirante... Como se um fosse as pernas, e o outro os olhos um do outro. E eles não pareceram ter problemas com isso. 

Compramos um Blackberry. Na verdade não compramos. Fizemos um plano com a operadora, e ganhamos o celular. Quando voltarmos para o Brasil, pagaremos só a quebra de contrato, que vai ficar em 100 dólares se voltarmos em 6 meses e 80 dólares se voltarmos em um ano. Se ficarmos 2 anos, não pagamos pela quebra de contrato, então o aparelho sai de graça. A maioria dos celulares é assim aqui. 
No intervalo da minha aula, eu sai da sala, e esqueci o celular em cima de uma mesa. Fiquei desesperada, perguntei pra todo mundo, e já estava quase me conformando quando perguntei para uns rapazes que estavam ali perto. E adivinhem... Alguém achou, e entregou na secretária. 
Fiquei me perguntando se teria sido assim no Brasil também...

terça-feira, 20 de março de 2012

Dia 3


Estamos gostando mais da cidade depois do dia de hoje. Fizemos muitas coisas, conhecemos várias ruas, tiramos muitas fotos.

Vista da cidade da nossa homestay

Nossa aula é a tarde, começa 14:00, mas semana que vem vamos tentar mudar para de manhã. Mesmo assim acordamos cedo hoje. Nós estávamos esperando minha bagagem perdida, que deveria ter chego na nossa homestay até as 09:00. Esperei até as 10:00, mas não tinham entregue ainda, então nós saímos para passear no centro. 

Estava bem frio a hora que saímos de casa. Nós pegamos o mesmo caminho que fazemos para ir para a escola, mas tirando fotos de tudo, e olhando tudo, como duas turistas mesmo



East 6th Avenue (nosso bairro)

Renfrew Street (outra rua do nosso bairro) 
Comercial Brodway (estação de "metrô")

Sim... a cidade é linda



Achamos um lugar com o café mais gostoso do que o da Starbucks, e ainda vem com desenho.

Essa rua é linda. Na primavera deve ser uma das mais lindas daqui.

Tem sinaleiro para ciclistas!!!!


As vezes eu fico confusa com as regras culturais daqui. Ontem eu fui cumprimentar o rapaz alemão que mora conosco, e quase dei um beijo no rosto dele, sem querer. Ele ficou me olhando assustado... Foi uma situação bem estranha. Haha...
E quanto ao horário, também estamos nos batendo um pouco. Todos aqui são muito pontuais, até para as refeições. O horário que deveríamos jantar era 18:30, mas ainda não conseguimos chegar no horário. Ficamos dando umas voltas pelas lojas no centro antes de vir pra casa. 

Ainda não conseguimos decorar o nome da metade dos nossos colegas.Temos uma coreana chamada So Young (se fosse traduzido ficaria "Tão Jovem"). Uma outra se chama Anja (pronuncia-se ãnha). E eles também tem dificuldade para falar o meu nome. Mas isso é o de menos, Nossa sala é muito bacana, estamos nos dando muito bem com todos. 

Nossa turma na Tamwood 

Na hora do almoço fomos na Subway. Pedi um sanduíche, mas na hora de pagar, eu não sabia falar qual eu tinha escolhido. A moça teve que abrir meu sanduíche, para saber o que era. Quando chegou a vez da Pri pagar, foi a mesma coisa. 
Mas por incrível que parece, as pessoas parecem se divertir com isso. Ninguém ficou estressado ainda conosco. 

Depois que saímos da aula, fomos tentar achar um celular para comprar. Entramos numa loja e pedimos ajuda para o atendente, que reconheceu na hora que éramos brasileiros, pois ele também é. Depois fomos em outra loja de eletrônicos, e encontramos outro brasileiro. Parece que tem mais brasileiro do que canadenses aqui.

Na volta para casa, nós não tínhamos certeza do ônibus que precisávamos pegar. Tentamos perguntar para a motorista se ela passava pela ponto que descíamos, mas não lembrávamos qual era o ponto... Foi um desespero, mas ao mesmo tempo nos divertimos. Pegamos aquele ônibus mesmo e no final deu tudo certo... Conseguimos chegar em casa sãs e salvas!  

Nós compramos alguns presentes para o casal que está nos recebendo. Mas agora eu não tenho certeza se é uma boa ideia entregar. Compramos uma havaianas nº 41/42 para o host dad. Mas ele é bem pequeninho, menor que eu. deve calçar uns 36... hahahaha. Então fica a dica para quem vai fazer intercambio: Havaianas, só se você souber pelo menos se a pessoa é grande ou pequena, ok!!


Haiany

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia 2


O sapato estranho do qual eu comentei no post anterior... There is a panda bear on that!!!


Hoje o dia foi um pouco melhor que ontem. Foi nosso primeiro dia na escola, então tivemos muita coisa pra fazer. O dia foi looooooongo...


Café



Chegamos na escola as 08:00, mas antes passamos na STARBUCKS!!!!!!! Eu estava morrendo de vontade de tomar café, e eu sempre tive vontade de tomar café de lá. Pedimos um cappuccino, mas quando eu tomei o primeiro gole, quase chorei de decepção... É horrível!!! Mas pelo menos o copo era como eu imaginei.

Inglês

Eu imaginei que sofreria muito por causa do inglês... Achei que no começo não entenderia nada. Mas para a minha surpresa, eu estou me dando até que bem... Consigo entender praticamente tudo que me falam, e consigo me expressar bem também. Exceto pra soletrar meu nome. Só consegui soletrar metade, até a pessoa perder a paciência, e me dar o papel para eu continuar a escrever...

Primeiro dia de aula

Nosso primeiro dia de aula foi bom. Fizemos um teste para o nivelamento, e ficamos no nível 4, as duas na mesma sala. Depois do teste, a escola nos levou para um “passeio” pelo centro da cidade. Mas sinceramente, não conseguia prestar atenção em nada, a não ser no frio que estava passando. Mas foi bom para fazer amizade. “Conversei” com dois japoneses (não consegui entender praticamente nada do que falavam). Conversei com um Italiano bem simpático, conhecemos uma moça russa, e outra de alguma cidade da Europa... E encontramos 4 brasileiros, que chegaram esse final de semana também. Dois deles inclusive vieram no mesmo voo que a gente, de São Paulo pra cá. É legal a diferença de sotaque de cada pessoa. Eu já quase consigo distinguir de qual lugar é. Mas o mais difícil de todos é o dos japoneses. E eles ficam que nem loucos, tentando se expressar... Ficam fazendo mimica, e apontando pra todos os lados... Coisa de louco mesmo.

Neve

Nós vimos neve!!!!! No começo achei que fosse uma garoa, e então eu ouvi alguém falando: That’s snow, that snow... quando estendi minha mão, ela ficou cheia de bolinhas brancas. Mas logo acabaram com minha alegria, e disseram que era apenas gelo. Mais tarde fiquei sabendo que isso é “Neve molhada”. Ela cai branca como neve, mas logo vira água. Mas isso já basta para minha felicidade.


Almoço

Almoçamos com o nosso novo amigo do Brasil. Mas combinamos logo no começo: JUST IN ENGLISH, PLEASE. Se fosse pra falar português, não teríamos vindo pro Canadá. Foi difícil escolher o que comer. Nós estávamos com um pouco de medo de escolher alguma coisa ruim. Acabamos pegando um sanduíche e uma maçã.

Aqui também tem!

Depois fomos dar um passeio no centro. Entramos numa loja, e enquanto estávamos olhando as coisas, entrou um rapaz, e colocou alguns doces dentro da blusa, e saiu correndo. A atendente da loja gritou com ele, mas já era tarde. Ele já estava longe. Perguntamos se isso acontece com frequência, e ela disse que sim, mas que geralmente são os canadenses que roubam. Isso não é legal, imaginava que não fosse assim aqui.
A cidade é bonita, mas o frio dá um ar de tristeza, sei lá... É tudo preto e branco...As arvores não tem folhas. Mas hoje esta começando a primavera, e a esperança que isso mude nas próximas semanas.
Aqui também tem mendigos nas ruas, cantores de rua, barraquinha de cachorro quente, e até barraquinha de yakisoba... A miscigenação é enorme, podemos encontrar gente do mundo inteiro.



A cidade é muito organizada. Isso não tem como negar. Quando estamos subindo ou descendo uma escada rolante, as pessoas que não estão com pressa ficam do lado direito da escada. E quem não quer esperar muito para chegar em cima, sobe pela esquerda.


Homestay

A casa onde estamos tem um monte de gente... Tem um japonês, uma tailandesa, um alemão, uma brasileira, e outra moça de outro país que não sabemos qual é. Os nossos anfitriões são muito prestativos. Hoje de manhã, Thereza acordou cedo, para saber se tínhamos tomado café, e se estávamos bem...
As maioria das casas aqui não tem cerca, nem portão.

Priscila em frente à nossa homestay.

A única coisa ruim, que eu acho que não conseguiremos nos acostumar, é a comida. Thereza serve nossos pratos, e coloca muita comida, mas não é temperada. 80% do prato é de arroz. E eu não sou fã de arroz, então metade vai para o lixo. Acho que ontem ela ficou meio chateada com a gente, por não conseguirmos comer tudo. Mas fazer o que...
Outra coisa ruim, é o banho. Nós só podemos tomar um por dia, e por causa do horário do nosso colega, não podemos tomar de manhã, só à noite, e bem rapidinho. Nenhuma de nós duas estamos acostumadas com isso...
Mas tudo bem... É tudo uma questão de tempo, para que a gente pegue o jeito.


Corrigindo: No post anterior falei que o voo tinha demorado 13 horas... mas foram 19 horas.

Haiany Karla

Dia 1


Estranho, é a primeira palavra que me vem à cabeça para descrever o que está acontecendo.
Chegamos hoje às 10 horas em Vancouver. Thereza e Raymond, que estão nos hospedando, chegaram ao aeroporto um pouco depois da gente. São SUPER simpáticos e prestativos, e já estão acostumados a receber intercambistas, já que e recebem estudantes de vários países, o tempo todo.

Vou contar o que aconteceu conosco desde ontem...

Despedida

Na sexta feira à noite, nossas famílias se reuniram para nos desejar boa viagem, e fazer uma despedida. Estava muito animado, e emocionante. Não sei se conseguir agradecer a todos, mas ainda não é sem tempo. Obrigada pelo carinho. Vocês todos moram nos nossos corações.

Viagem

Saímos de Curitiba ontem as 15:00 horas, com destino a São Paulo. Foi aquele chororô... Nós só conseguimos parar de chorar quando estávamos decolando. Agora que estou escrevendo, parece que foi há duas semanas... A viagem foi muito desconfortável, e cansativa. Se juntarmos o que dormimos durante a viagem, não dá duas horas de sono. No total foram 19 horas de tortura.

Bagagens

Nós poderíamos despachar até dois volumes de 32 kgs cada. Fizemos o check-in em Curitiba, e despachamos as malas até Toronto, onde teríamos que pega-las novamente para passar pela alfândega. Não tivemos problema nenhum no setor da imigração. O problema foi quando fomos pegar as malas. As duas da Pri deram certo. Mas eu não consegui encontrar uma das minhas. Fui até o balcão de informação, e falei que não tinha chego, achando que o rapaz, ia fazer alguma coisa na hora, fechar o aeroporto, sei lá!!! Mas tudo que ele fez foi me dar um formulário pra preencher, que tive que entregar num outro setor do aeroporto, e onde me informaram que tinham até 48 horas pra me devolver. Minhas toalhas, sapatos, sabonetes, shampoo... Estão todos na mala, em algum lugar entre o Brasil e o Canadá. A Thereza me falou que é normal isso acontecer. De 10 estudantes que chegam aqui, 2 perdem as malas, mas eles entregam em todos os casos.

Cidade

Chegamos em Vancouver e, antes de vir pra casa, passamos numa loja de conveniências para comprar o Ticket das passagens de ônibus. Eu fiquei pasma com o sistema de transportes deles. Nós compramos um cartão com 10 passagens, por 21 Dólares. Ou tem a opção de comprar um cartão mensal, que pode ser usado quantas vezes for preciso, por 80 dólares. Até ai tudo normal. A diferença, é que não tem ninguém que controla isso. Você entra e sai do ônibus, mas ninguém te pede a passagem. Será que isso funcionaria no Brasil?

Depois que almoçamos, o Raymond nos levou no centro, para sabermos onde fica a escola, e para dar uma passeada. Foi muito prestativo, nos levou em vários centros comerciais. Pena que o frio, e o cansaço não deixaram a gente aproveitar direito o passeio. Mas teremos tempo para conhecer tudo com calma, agasalhadas, e descansadas.

Pessoas

O que nós mais vimos pelas ruas foi orientais. Muitos, muitos, muitos. Inclusive, o casal que está nos hospedando. Tem outro rapaz que está hospedado aqui na casa deles também, que é do japão. Mas no mais, tudo dentro do normal. Tem pessoas com cabelos estranhos, com sapatos estranhos, mas nada que não tenha parecido no Brasil.
Adaptação
Nós estamos meio fora do ar ainda, com essa coisa toda. Não consegui entender ainda essa sensação, não chega a ser ruim, mas é incômoda. As torneiras são diferentes, a comida é diferente, as pessoas são diferentes, enfim... Tudo. É difícil explicar, ainda não posso dizer que estou gostando, mas acho que vamos ficar fora da casinha por uns dias.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ta chegando!

Começamos a contagem regressiva em horas agora. (agora 38:00 para o embarque)

Eu estou com uma sensação tão controversa e esquisita.
Estou indo para o Canadá, realizando o meu maior sonho. Por um lado estou muito orgulhosa, me sentindo muito forte, e com a sensação que posso conseguir qualquer coisa que eu queira.

Por outro lado, me sinto tão pequenininha, e tão frágil, principalmente quando percebo que estou deixando a minha família.
AI COMO DÓI, quando penso que não estarei aqui para rir das coisas que ninguém acha graça. Como dói saber que não farei parte dos acontecimentos das pessoas que eu amo.
Que sensação horrível, de abraçar alguém que vejo com frequência suficiente para fazer parte da minha rotina, sabendo que vou vê-los só daqui a seis meses, ou mais!

Mas tá... Vou deixar a parte ruim pra quando for necessário.

Tenho impressão que estou exalando empolgação onde quer que eu vá. Nós não perdemos uma oportunidade de deixar "sutilmente" as pessoas saberem que estamos indo viajar...
Pra moça da loja: "Tenho que comprar um guarda-chuva, pois pro lugar que eu vou, Vancouver, chove muito."
Pro dermatologista: "Doutor, estou indo viajar pra um lugar frio, o Canadá, alguma recomendação especial para cuidar da pele?"
Pra quem fala que vai no Country Festival: "Ah, não vou poder ir, vou estar no Canadá"

Isso é legal!


Haiany Karla

quarta-feira, 14 de março de 2012

Família

Fizemos o primeiro contato com a nossa família adotiva do Canadá. Geeente, como a “mãe” é simpática! Já gostamos dela. E não tem animais na casa, coisa que estava preocupando um pouco. Hahaha! Que alívio! Agora que estamos ansiosas de vez. E ainda descobrimos que temos uma casa garatida pra ficar até final de junho, já que o contrato com a família é de ficar o primeiro mês com eles só. É incrível como as coisas estão se encaixando, dando tudo tão certo. Essa casa que iremos ficar depois que passar o primeiro mês, parece ser muito legal tbm! É de um conhecido do pai da Pri, e ontem ele ligou 2 vezes pra nos dar instruções, informações… Até nos informou que lá chove bastante, e é bom levar um guarda-chuva daqui, pq no Brasil os guarda-chuvas são mais baratos que lá. Muito atencioso! Com certeza iremos gostar dele.
Começamos já a fazer as malas. Cada coisinha que colocamos dentro, é uma alegria. Sem contar as milhares de coisas que não podemos esquecer de levar, e que vamos lembrando durante as noites que não conseguimos dormir. O nosso único problema está sendo olhar pro monte de roupas, e fazer caber tudo dentro da mala.
E é sábado!!! =)

sábado, 3 de março de 2012

Expectativa

"Se não houver frutos, valeu a beleza da flor. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver flores, valeu a intenção da semente".

Há mais ou menos um ano atrás, nada disso era sólidos ainda. Na verdade, nem a ideia existia, não tinha formato. E agora estamos com tudo pronto pra viagem.

É tão estranho olhar pra trás, e ver como as coisas se encaixaram! Não tivemos problema com absolutamente nada, os problemas existiam mais nas nossas cabeças, do que na vida real. E praticamente como mágica, as coisas aconteceram! As pessoas sempre dizem: "O que é pra ser será". Mas isso nunca tinha ficado tão claro na minha vida!

Agora nossa única preocupação, é segurar a ansiedade até o embarque. Confesso que essa sensação é um pouco confusa: Num dia faltam 70 dias pra viagem, e no outro 15; A vontade que dá é de que o dia "D" chegue logo, mas ao mesmo tempo, a gente deseja que o tempo congele quando estamos entre amigos, e parentes.

Por falar em amigos e parentes... Estamos pensando em viajar com mais frequência. Nesses últimos dias, temos nos sentido muito importantes!! Despedidas é o que não faltam. Até pessoas que não encontrava há anos estão mais próximas.

Além disso, terei a missão de ver o Canadá com os olhos de toda a minha família. Sou a primeira da família que viaja para o exterior. Vou me esforçar pra conhecer tudo, olhar tudo, conversar com todos, ir a todos os lugares... Afinal de contas, é uma experiência única.

Outra preocupação que eu teria, se fosse em outra situação, seria a convivência com a pessoa que está indo comigo. Mas acho que com isso não vou ter que esquentar a cabeça. A Pri é gente boníssima, e sempre nos demos muito bem. Vai ser muito agradável passar esse tempo com ela.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Tempo

Heyyy! Tava mais do que na hora da Pri escrever aqui de novo né?
E tá chegando…  16 dias!
Agora mesmo eu estava conversando com a Nany, e estamos achando 6 meses tão pouquinho… Já estou com saudades do Canadá antes de ir. Hehehe
É engraçado. Sempre quando chego em casa do trabalho, ou de algum lugar, eu dou um oi bem “empolgado” pra minha mãe. E ela sempre fala: “como vou ficar sem esse seu oi durante 6 meses?” É melhor ela não saber por enquanto que pretendo ficar mais tempo ainda, se tudo der certo. Hihihi
OBS.: Sim, eu amo a minha amiga Haiany. =)