quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia 4

Nós perdemos a noção do tempo aqui. Parece que estamos aqui há um mês. Como fazemos bastante coisas durante o dia, eles se tornam loooongos. Mas tudo bem, é preferível assim... Os seis meses vão render.

O diferença de fuso horário, é uma das piores desvantagens de estar aqui. Nós estamos 4 horas "atrasados" em relação ao Brasil. Então quando eu chego em casa, já está tudo mundo dormindo, e durante o dia nós ficamos andando de lá pra cá, então eu quase não consegui falar com minha família ainda. Mas daremos um jeito.

Estamos fazendo muitos amigos aqui. Gente de todos os lugares do mundo, com o mesmo objetivo. Isso faz parte do processo também. E como aqui temos muitos lugares para conhecer, já temos programas para vários finais de semana. 

O tempo não é muito diferente de Curitiba. Quando saímos de manhã, é frio, frio, frio... Durante o dia o tempo esquenta um pouco, mas a noite volta a ficar frio. Eu e a Pri saímos para dar um passeio noturno por Vancouver agora pouco. Mas 4 quadras foi o máximo que conseguimos aguentar, antes de desistir e voltar pra casa. Mas conseguimos tirar algumas fotos...


                                      

É... Só isso mesmo. Prometo que quando estiver mais quente, sairemos pela cidade toda, para tirar fotos a noite.

Nós reparamos que aqui tem muitos deficientes. Vemos muito mais deles aqui do que no Brasil. A infraestrutura para eles não poderia ser melhor. Talvez seja até por isso que a gente veja mais aqui, por que não deve ser difícil sair de casa. Inclusive hoje vimos uma coisa muito atípica (pra não dizer estranha) no ônibus. Um homem cego empurrando um cadeirante... Como se um fosse as pernas, e o outro os olhos um do outro. E eles não pareceram ter problemas com isso. 

Compramos um Blackberry. Na verdade não compramos. Fizemos um plano com a operadora, e ganhamos o celular. Quando voltarmos para o Brasil, pagaremos só a quebra de contrato, que vai ficar em 100 dólares se voltarmos em 6 meses e 80 dólares se voltarmos em um ano. Se ficarmos 2 anos, não pagamos pela quebra de contrato, então o aparelho sai de graça. A maioria dos celulares é assim aqui. 
No intervalo da minha aula, eu sai da sala, e esqueci o celular em cima de uma mesa. Fiquei desesperada, perguntei pra todo mundo, e já estava quase me conformando quando perguntei para uns rapazes que estavam ali perto. E adivinhem... Alguém achou, e entregou na secretária. 
Fiquei me perguntando se teria sido assim no Brasil também...

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